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Dia 1

um dia.
dois poemas.
com esse, três.
é que minha mente sempre esteve acostumada a pensar em ti.
e eu nunca lidei bem com mudanças, então ela continua.
mas agora quando penso em ti meu coração se aperta.
fica do tamanho de um grão de areia.
sua falta me aflige de uma maneira que nunca imaginei que pudesse.
quando você partiu não levou apenas um pedaço do meu coração.
o levou inteiro.
mas ele era seu por direito.
eu te dei.
e fazia questão de te lembrar disso.
agora meu peito está vazio e nele só moram lembranças.
lembranças de nós.

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Escrever

é como um rio que vem de dentro sem hora sem lugar só vem e flui é intenso libertador aquece o peito alivia a alma é a válvula de escape de corações sufocados é misterioso desconhecido mas ao mesmo tempo é como chegar em casa depois de um dia longo e tirar os sapatos ou o sutiãn é materializar o que até então era só sentir.

Tua ausência

dói. dói demais. sua falta me dói. queima no meu peito aflito. meu coração se contrai. fica pequeno quando penso em ti. em nós. no que nós éramos e tínhamos. parece que nunca vai passar. parece que essa dor vai continuar pra sempre aqui. latejando. fazendo questão de me lembrar da tua ausência. da falta do teu toque. de ti. mas vai passar. pelo menos é o que as pessoas dizem. espero que seja verdade

Deixa

deixa eu me perder na tua bagunça deixa deixa eu me encontrar nos teus olhos deixa deixa eu navegar no teu beijo deixa deixa eu me encaixar no teu abraço deixa deixa meu corpo se bordar no teu deixa deixa eu brincar com teus cachos deixa deixa eu me apegar a ti sem medo do depois.